segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Wat Intharawihan

Esta noite foi muito mal passada por causa do jet-lag. Pensava que já tinha passado, mas so adormeci la pras 8h da manha. Quando acordei as 14h, metade do dia já tinha passado e tinha por isso pouco tempo para visitar a cidade. Fui almoçar numa rua paralela a Khao San road, mais distante, tranquila e barata. Depois fui andar pelas ruas cada vez mais longe. Foi numa destas ruas onde estava meio perdido (claro...) que um senhor simpático meteu conversa a ajudar tentar ajuda… Orientou-me mais ou menos pela cidade e perguntou-me se ia ficar algum tempo. Disse-lhe que ia depois para Khao Yai National Park. Aconselhou-me a ir a um posto de turismo para comprar os bilhetes de autocarro e como o dia estava a acabar, seria melhor apanhar um tuktuk (um triciclo cujo nome deriva do barulho produzido pelo motor a 2 tempos)


e visitar Wat Intharawihan, a escultura maior do mundo do Buddha de pe, com 32 metros de altura. O tuk-tuk levar-me-ia depois ao posto de turismo e dai a Khao San road.
Parecia-me bom demais e já tinha lido no Lonely Planet que os tuk-tuk “não são de fiar”, mas assim teria a oportunidade de andar no famoso transporte e se fosse barrete só perderia 30 Baht!


Depois de ver a estátua do Buddha (o nosso Jesus Cristo na margem Sul bate-o aos pontos) fomos ao posto de turismo.


Aí percebi logo que estava num metido num esquema… Aquilo mais parecia uma agencia de viagens e trataram-me quase como se fosse o primeiro ministro. Quando a senhora disse que o Khao Yai National Park estava fechado, aconselhando-me outros sítios que nem sequer tinha ouvido falar, tive a confirmaçao do barrete. Saí logo que pude e o trafulha do motorista ainda insistiu para ir não sei onde. Estive depois a pesquisar na net e percebi que não fui o único a ser enganado.
No caminho a pé para "casa", tirei uma foto "artistica", penso que valeu pela caminhada nesta tarde banguecoquiana…



sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Bangkok - Khao San Road

Apos uma escala em Norwich, comecou entao a viagem rumo a Banguecoc. Tinha pela frente 21 horas de viagem, mas ate passaram bem.

Aqui em Bangkok sao mais 7h que em Portugal, mas como fui dormindo nos avioes, o jet lag nem me esta a afectar muito. Ja me passou um bocado a mal disposicao e de resto tem tudo corrido bem. Ja arranjei um hostel e fui dar uma volta pela Khao San road, o sitio mais turistico aqui da zona, onde estou instalado.


Mas esta tao turistico que me faz lembrar Oura, no Algarve. Ate tem aqueles bares pros bifes, com eles la dentro claro, mas sem aquele aspeto de lagosta.
Existem dezenas de bares nos dois lados desta rua, com muito movimento, backpackers e turistas de todas as nacionalidades. Existe tambem muito comercio de roupa e vendedores ambulantes de comida.



Esta foi aminha refeicao em Bangkok: o classico Pad Thai!




Inicio

A ideia de fazer uma viagem longa ja andava a maturar na minha cabeca ha algum tempo, mas foi sendo sempre adiada. Ao procurar alternativas, percebi que no Algarve existe alguma oferta na area de termica, pelo que fui informar-me se existia algum curso e quando comecaria. Percebi que na Universidade do Algarve ia comecar em Fevereiro de 2011 o mestrado de Energia e Climatizacao de Edificios. Dai a pensar que se saisse em Outubro tinha uma janela de 3 meses para fazer a tao sonhada viagem foi um pulo e comecou entao o processo para concretizar este projecto.


Primeiro foi necessario tomar A decisao. Foi por acaso quando estava a ver televisao e o Primeiro Ministro anunciou as novas medidas de austeridade que percebi que se calhar era mesmo melhor nao estar neste pais quando isto estoirasse. Estava decidido: a minha carreira promissora no esgoto tinha acabado e as praias parasidiacas esperavam por mim!!


Foi entao despedir-me do trabalho, elaborar um plano geral da viagem - obrigado Francisco pelas dicas, foram essenciais; marcar os bilhetes do aviao - obrigado Pedro, pela paciencia e tempo gasto na net; preparar as coisas - obrigado Susana pelo apoio; despedir-me da familia e amigos - obrigado a todos que me apoiaram!


O plano para a viagem e o seguinte: viajar durante 3 meses no Sudeste Asiatico, sendo o ponto de partida Bangkok. Depois seguir para Norte pela Tailandia ate Chiang Mai e atravessar para o Laos. Descer Laos ate ao Cambodja, entrar pelo Sul na Tailandia e visitar ai as ilhas paraiso. Despois Malasia e finalmente Indonesia.






O tempo tinha chegado ao fim a aventura ia comecar! O ultimo passo foi mesmo apanhar o aviao e despedir-me da Susana. Esse momento foi sem duvida a parte mais dificil desta viagem.




p.s.: O texto nao tem acentos porque este teclado Tailandes e uma confusao de caracteres e simbolos, mas pendo que se percebe a ideia!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Já o Pablo dizia....

"Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente,
Quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente,
Quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
Quem não permite pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente,
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
Quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
Ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
Quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
Não pergunta sobre um assunto que desconhece
Ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
Que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
Um estágio esplêndido de felicidade.”

                                                                                      Pablo Neruda